Também é verdade que quando era pequenina o que mais queria era crescer e ter uma vida atarefada como a dos adultos. Acho que qualquer criança chega a uma altura e quer "ser grande". Recordo-me de me perguntarem o que queria ser quando crescesse ao que respondia "QUERO SER MÃE". Depois insistiam e diziam para escolher uma profissão e eu reafirmava a minha ideia "QUERO SER MÃE"!
Confesso que na altura não percebia muito bem o que dizia. Na minha inocência de criança, ser mãe era a coisa mais ocupante do mundo, era aquilo que preenchia e que fazia as coisas acontecerem!
Com o passar dos anos fui ganhando novos desafios, novos interesses e mudando a noção entre "ser mãe" e "profissão".
Sou incapaz de dizer que ser mãe é uma profissão, mas mantenho o pensamento de preenchimento, de ser o mote para as coisas acontecerem!
Vejam este video
Dá que pensar, não dá?!
Mas voltemos às crianças...
Recordo-me do meio familiar em que cresci, do amor dos pais, do respeito que eles passavam e do medo de falhar! Recordo do carinho da família, da forma nos relacionávamos, recordo dos amigos e das brincadeiras com imaginação, como era boas as brincadeiras de rua e de entrar em casa direta para a banheira! Recordo-me da voz do meu pai quando fazíamos alguma asneira ou quando alguém reclamava algo que fazíamos! Sentir medo talvez seja uma forma de ganhar respeito ou regras!
As crianças de hoje vivem em dois mundos. Um cheio de regalias e sem limites. Tornam-se imperativos desde pequenos nas suas decisões e acham que têm apenas direitos. Muitas vezes pelo impulso dos pais que motivam as crianças a serem assim! Outras, por sua vez, vivem no mundo cruel onde nada fizeram para merecer tantos maus tratos! Também estas são os reflexo do seu meio o que provavelmente serão adultos com os mesmos comportamentos.
Sendo hoje o dia da criança, será um bom dia para pensarmos no futuro que lhes queremos dar...

















