Para a primeira vez que isto aconteceu, até me portei bem. Troquei apenas umas mensagens com a avó e deixei que a sorte tratasse do resto.
Como ela está super habituada com a avó B achei que não haveria problema algum. Aliás, já me disseram que ela troca a mãe pela avó. São palavras que não se dizem, porque magoam, porque mesmo que tenham sido intencionalmente (porque assim quero crer) magoam, ofendem.
Bem, fomos jantar.
Entre vinhos (água no meu caso), entradas, conversas e gargalhadas conseguimos ter um jantar entusiasta. O vinho desapareceu, a conversa fluiu e o tempo passou sem darmos por ele.
A cada passo lembrava-me dela. Será que está bem?! Será que adormeceu fácil?!
Estávamos quase a terminar o jantar e entraram dois casais com dois filhos cada. Aquela hora, as crianças comeram uma sopa e depressa entraram num estado de sono. Cada um para seu lado. Um no carinho, outro na mesa, outro no parapeito da janela e outro entre duas cadeiras. Aquele cenário foi motivo de conversa na mesa.
Achamos correto ou não?!
As opiniões divergiam.
Voltamos às nossas histórias.
O jantar terminou e a vontade de ir buscar a minha princesa já era grande.
Quando cheguei, ela dormia. Não sei se sentiu o meu cheiro, mas antes de pegar nela ao colo já choramingava. Chorou o caminho todo para casa e adormeceu a chorar.
A avó B contou que depois de uma certa hora ela apontava para a porta e dizia - Mamã!!!
Nessa noite, nem tentei colocar-te na tua caminha. Quis compensar-te a minha ausência.
Afinal, na hora da verdade não trocas a mamã por ninguém.








