Quero acreditar que não é apenas a minha princesa que resolve fazer destas coisas! De uns tempos para cá resolver impor algumas das suas vontades.
- Subir/descer qualquer tipo de escadas... sozinha! Sempre que vê umas escadas fica louca. Assume que tem capacidade para as subir e descer sem ajuda. É certo que existem algumas que não apresentam perigo mas em contrapartida há escadas que parecem o caminho para o precipício. Por norma deixamos ela tentar, mas ficamos por perto. Ela apressa-se "xem ajuda"!
- Andar sem casaco: Há dias que os tempo convida para andar sem casaco? Sim, há! Mas não é em dias de chuva e com temperaturas de 15 graus. Pois é isto que está a acontecer. Todos os dias chora porque não quer vestir o casaco. "A menina não quê caxaco".
- Calçar sempre os mesmos sapatos: Se pudesse andava sempre com a botas azuis. Gosta muito das "pampufas", dos ténis das luzinhas mas as botas azuis são a cereja no topo do bolo. Ficam bem com qualquer vestido, leggins ou pijama. "Eu sei mamã, fica bem!"
- Comer sopa com garfo: Ela como muito bem sozinha de colher. Seja sopa ou prato principal. Um dia deste oferecemos-lhe o garfo. Então quer garfo para tudo. Até para a sopa. Teimosa demora a perceber que é difícil essa façanha, mas não dá o braço a torcer. "eu quê gafo".
- Ser do contra: A parte mais engraçada dela. Fazemos muitas vezes das tripas coração para não nos desmancharmos a rir. Expressões como:
- Não quê ir pa casa, quê passeá!
- Não dou beijinho ao papá! (e ri-se)!
- Não sou marota! (Depois de fazer qualquer coisas que não devia)!
- Não tenho xono! (E adormece a seguir)
- Se a comida é arroz quer massa e se é massa quer massa! (louca por "maxinha").
Isto de ser do contra espero que não seja descendência!!!!
Assim nas suas tentativas, vitórias e fracassos estamos ao teu lado minha mimalhinha!
-
Primeiro a surpresa do pedido! Depois todos preparativos do casamento até ao grande dia! Em seguida a gravidez mês após mês! Como é preparar a chegada de um bebé para pais de primeira viagem! E agora a grande aventura de criar uma criança, menina!
Nhakuda Buda
............................................................................................................."Porque tenho o coração cheio de amor para partilhar contigo"................................................................................................................................
terça-feira, 15 de maio de 2018
quinta-feira, 10 de maio de 2018
O Amor Tem Explicação
As vezes dou por mim a pensar no Amor.
Quando engravidei um turbilhão de sentimentos começaram a invadir a minha cabeça. Muitos deles confusos, outros retóricos, outro motivadores e a maior parte apaixonantes. Fiquei com a sensação que a grávida transpira felicidade e amor. Não é à toa que nos apaixonamos por um par de meias ou choramos a olhar para um cobertor!
E sem saber existe uma explicação cientifica para isto. Pois é, o corpo da gravida vai produzindo hormônios com nome oxitocina. Esta oxitocina é conhecida como a hormona do amor. Então ao longo da gravidez vamos produzindo cada vez mais (sim cada vez mais e mais) oxitocina como forma de prevenção do stress. Depois ajuda no parto e depois na produção do leite!
Portanto, o amor corre nas veias de uma grávida e depois durante a amamentação. Será caso para dizer que à quantidade de leite que produzo devo ser feita de oxitocina!!!!
Bem, mas se durante a gravidez já amamos os nossos filhos, com a convivência criamos elos que ficam para a vida. O mesmo acontece com os bebés, são nos primeiros dois anos de vida que eles criam laços de afeto com pessoas que o marcaram para sempre. Um contacto ou um grito pode ser suficiente para eles criarem uma imagem positiva ou negativa sobre alguém.
Se com a mãe é fácil criar este laço, com o pai ou com os criadores não é menos difícil. Sim, a criança tem capacidade de se apaixonar por que lhe dá resposta as suas necessidades físicas e emocionais.
Também percebi que as birras são sinónimo de amor. Pois é, uma criança só faz birra porque tem a certeza que os seus vão conseguir lhe dar resposta ao que pretendem. Cabe a nós criadores, ensinar as regras e a forma correta que mostrar as suas vontades.
Portanto quanto mais tempo eu passo com ela mais eu me apaixono.
"Já te amo tanto e ainda tenho tanto para te amar!"
Quando engravidei um turbilhão de sentimentos começaram a invadir a minha cabeça. Muitos deles confusos, outros retóricos, outro motivadores e a maior parte apaixonantes. Fiquei com a sensação que a grávida transpira felicidade e amor. Não é à toa que nos apaixonamos por um par de meias ou choramos a olhar para um cobertor!
E sem saber existe uma explicação cientifica para isto. Pois é, o corpo da gravida vai produzindo hormônios com nome oxitocina. Esta oxitocina é conhecida como a hormona do amor. Então ao longo da gravidez vamos produzindo cada vez mais (sim cada vez mais e mais) oxitocina como forma de prevenção do stress. Depois ajuda no parto e depois na produção do leite!
Portanto, o amor corre nas veias de uma grávida e depois durante a amamentação. Será caso para dizer que à quantidade de leite que produzo devo ser feita de oxitocina!!!!
Bem, mas se durante a gravidez já amamos os nossos filhos, com a convivência criamos elos que ficam para a vida. O mesmo acontece com os bebés, são nos primeiros dois anos de vida que eles criam laços de afeto com pessoas que o marcaram para sempre. Um contacto ou um grito pode ser suficiente para eles criarem uma imagem positiva ou negativa sobre alguém.
Se com a mãe é fácil criar este laço, com o pai ou com os criadores não é menos difícil. Sim, a criança tem capacidade de se apaixonar por que lhe dá resposta as suas necessidades físicas e emocionais.
Também percebi que as birras são sinónimo de amor. Pois é, uma criança só faz birra porque tem a certeza que os seus vão conseguir lhe dar resposta ao que pretendem. Cabe a nós criadores, ensinar as regras e a forma correta que mostrar as suas vontades.
Portanto quanto mais tempo eu passo com ela mais eu me apaixono.
"Já te amo tanto e ainda tenho tanto para te amar!"
sexta-feira, 27 de abril de 2018
O Poder da Música
Pois é... aos poucos a minha pequena bailarina começou a apreciar a música.
A música é uma expressão do nosso estado psicológico. Desde dos primórdios que a vida faz parte da nossa existência. Quer pelas crenças religiosas, atividades culturais ou pelos hábitos sociais.
Se por um lado a música estimula o desenvolvimento cognitivo por outro tem capacidades relaxantes facilitadores da concentração e da aprendizagem.
Assim, desde a gravidez que proporciono a Clarinha momentos musicais com as intenção que ela tivesse gosto por esta arte.
Existem algumas músicas que sendo as preferidas da mãe passaram a ser apreciadas por ela. Recordo-me de quando estava grávida me sentar no sofá a ouvir música, recordo-me cantarolar enquanto arrumava a roupinha dela. Recordo-me de a embalar com o som da minha voz. Reparo como ela pará para apreciar os momentos musicais do Baby Tv.
Esta noite ela fez um choro enorme porque lhe recusei a maminha (depois de ter dado momentos antes). Aquele choro que corta o silêncio da noite parece não ter fim. Depois de tentar conversar com ela em vão, sentei-a no meu colinho e comecei a cantar. Aquele choro acalmou e virou soluço e depois virou murmúrio e depressa virou respiração profunda. Não sei se foi do colinho ou do poder da música, ou das duas coisas! Mas sei que funciona... sempre!
Mas a música teve outras descobertas na Clarinha. Gosta de ligar a música de um baloiço de bebé e começar o seu espectáculo.
Até agora tinha por hábito imitar-nos, mas de um tempo para cá, descobriu as habilidades corporais. Gosta de levantar os braçinhos e dar voltinhas, ou a bater palmas e refletir as perninhas!
Como é maravilhoso vê-la dançar.
- mamã vamos ançar!
Derreto-me!
A música é uma expressão do nosso estado psicológico. Desde dos primórdios que a vida faz parte da nossa existência. Quer pelas crenças religiosas, atividades culturais ou pelos hábitos sociais.
Se por um lado a música estimula o desenvolvimento cognitivo por outro tem capacidades relaxantes facilitadores da concentração e da aprendizagem.
Assim, desde a gravidez que proporciono a Clarinha momentos musicais com as intenção que ela tivesse gosto por esta arte.
Existem algumas músicas que sendo as preferidas da mãe passaram a ser apreciadas por ela. Recordo-me de quando estava grávida me sentar no sofá a ouvir música, recordo-me cantarolar enquanto arrumava a roupinha dela. Recordo-me de a embalar com o som da minha voz. Reparo como ela pará para apreciar os momentos musicais do Baby Tv.
Esta noite ela fez um choro enorme porque lhe recusei a maminha (depois de ter dado momentos antes). Aquele choro que corta o silêncio da noite parece não ter fim. Depois de tentar conversar com ela em vão, sentei-a no meu colinho e comecei a cantar. Aquele choro acalmou e virou soluço e depois virou murmúrio e depressa virou respiração profunda. Não sei se foi do colinho ou do poder da música, ou das duas coisas! Mas sei que funciona... sempre!
Mas a música teve outras descobertas na Clarinha. Gosta de ligar a música de um baloiço de bebé e começar o seu espectáculo.
Até agora tinha por hábito imitar-nos, mas de um tempo para cá, descobriu as habilidades corporais. Gosta de levantar os braçinhos e dar voltinhas, ou a bater palmas e refletir as perninhas!
Como é maravilhoso vê-la dançar.
- mamã vamos ançar!
Derreto-me!
terça-feira, 17 de abril de 2018
Visitas em Casa
Recebemos visitas em casa. Aliás recebemos uma visita em casa. Uma visita muito especial. O primo S. veio passar uns dias conosco. Se para os titis é uma visita especial para a Clarinha é um delírio.
Brincar com o primo o dia todo, fazer as refeições, banho e dormir sempre juntos é a alegria total.
Ele dedica-lhe toda a atenção possível, faz-lhe miminhos, preocupa-se com ela tropeça ou ajuda-a a subir as escadas, ela, por sua vez, fica imenso tempo a admirá-lo e a ouvir as coisas que ele diz.
De um momento para o outro a casa ficou repleta de brinquedos, até no chuveiro apareceu a aranha bailarina! A caixa de brinquedo ficou quase vazia e os brinquedos ganharam espaço em qualquer divisão. O homem aranha fica ao lado da Minnie enquanto o Ruca passeia no carrinho de bebé. O panda bebé café e as princesas andam no corro de bombeiros. A tenda está interdita a pessoas grandes. O príncipe S. defende a Princesa dos dragões R. e J. e aos poucos as almofadas viram ameias de um castelo! É qualquer coisa assim do género durante um tempo depois trocam as voltas todas e fica tão confuso que eu não consigo acompanhar.
A hora de comer é uma espécie de competição. "É um jogo" como diz o pequeno S. A Clarinha come a sopa primeiro o que dá tempo para o primo brincar mais uns minutos. Depois é a vez dele! Ela aproveita para dar de comer a algum livro (sim eu disse livro) e enquanto o primo me conta a história a cada colherada.
Como o primo S. não faz cesta a Clarinha tenta esticar o sono até não puder mais. Adormece a falar nele e acorda a perguntar onde ele está. Enquanto ela dorme ele fica escudeiro em proteção do quarto. De vez em quando vai até à porta para tentar ouvi-lá. "Acho que estou a ouvir a Clarinha"! "olha, não é melhor ir ver se ela está mesmo a dormir?!", "A Clarinha já acordou?! Falta muito para ela acordar?!"
Os dias assim são bem mais divertidos!
Perguntei-lhe como ia ser quando ele voltasse para casa, ao que ele respondeu:
- Eu levo a Clarinha comigo!
Obrigada por seres tão querido pequeno S.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
A Páscoa com Crianças
Páscoa é sinónimo de união, fraternidade e convívio.
Pelo menos aqui no Minho é assim. A Páscoa aqui tem sempre um cheirinho a primavera e transpira cor. Normalmente na semana da Páscoa as pessoas têm tendência a começar a arrumar as coisas pesadas do inverno. Há uma necessidade de fazer grande limpezas depois dos dias cinzento. É por esta altura, também que os dias ficam maiores e começamos a vestir cores mais alegres. Nesta época do ano as pessoas começam a sair mais e a Páscoa é a partida para esta fase.
O domingo de Páscoa é uma loucura. No compasso pascal as pessoas andam de casa em casa atrás da cruz. São imensas pessoas conhecidas e desconhecidas que entram pela casa adentro com a intenção de fraternizar com os presentes.
Pois bem, é no meio desta azáfama que as crianças aproveitam para expandirem um pouco mais nas suas brincadeiras, para experimentarem coisas novas como os doces ou mesmo para arriscarem em novas experiências.
Por isso o cuidado nunca é demais e mesmo com todos os cuidados as coisas acontecem. E foi o que nos aconteceu!
Quase ao final do dia descobri que a mão da Clarinha estava um pouco vermelha. Na altura pensei que era por ter as mãos frias. Comecei a ficar atenta e depressa percebi que aqueles vermelhões começaram a aparecer na carinha. Depressa passou para as pernas. Depressa comecei a ficar muito preocupada. Os vermelhões alastravam muito rápido, tão rápido que quando chegamos a casa para a medicar, depois de contactarmos o pediatra, ela já se queixava: "mamã dói a pena".
Primeira medicação não funcionou, os nervos aumentavam e o medo também. Tentamos uma segunda medicação. Ufa, a mesma rapidez que apareceu na mesma rapidez que desapareceu... pelo menos naquele dia!
Porque os dias seguintes os vermelhões teimaram em aparecer e desaparecer.
Diagnóstico: Alergia. Não sei se alimentar ou de contacto. Alergia teima em desaparecer. Quando pensamos que já terminou, as manchinhas surgem de novo. Estranho que só apareciam nos braços, nas pernas e na carinha.
Felizmente com a medicação ela não se queixava, e nunca deu febre. Felizmente!
Felizmente não lhe tirou o sorriso. Felizmente
Por isso, festa e crianças todo o cuidado é pouco!
Pelo menos aqui no Minho é assim. A Páscoa aqui tem sempre um cheirinho a primavera e transpira cor. Normalmente na semana da Páscoa as pessoas têm tendência a começar a arrumar as coisas pesadas do inverno. Há uma necessidade de fazer grande limpezas depois dos dias cinzento. É por esta altura, também que os dias ficam maiores e começamos a vestir cores mais alegres. Nesta época do ano as pessoas começam a sair mais e a Páscoa é a partida para esta fase.
O domingo de Páscoa é uma loucura. No compasso pascal as pessoas andam de casa em casa atrás da cruz. São imensas pessoas conhecidas e desconhecidas que entram pela casa adentro com a intenção de fraternizar com os presentes.
Pois bem, é no meio desta azáfama que as crianças aproveitam para expandirem um pouco mais nas suas brincadeiras, para experimentarem coisas novas como os doces ou mesmo para arriscarem em novas experiências.
Por isso o cuidado nunca é demais e mesmo com todos os cuidados as coisas acontecem. E foi o que nos aconteceu!
Quase ao final do dia descobri que a mão da Clarinha estava um pouco vermelha. Na altura pensei que era por ter as mãos frias. Comecei a ficar atenta e depressa percebi que aqueles vermelhões começaram a aparecer na carinha. Depressa passou para as pernas. Depressa comecei a ficar muito preocupada. Os vermelhões alastravam muito rápido, tão rápido que quando chegamos a casa para a medicar, depois de contactarmos o pediatra, ela já se queixava: "mamã dói a pena".
Primeira medicação não funcionou, os nervos aumentavam e o medo também. Tentamos uma segunda medicação. Ufa, a mesma rapidez que apareceu na mesma rapidez que desapareceu... pelo menos naquele dia!
Porque os dias seguintes os vermelhões teimaram em aparecer e desaparecer.
Diagnóstico: Alergia. Não sei se alimentar ou de contacto. Alergia teima em desaparecer. Quando pensamos que já terminou, as manchinhas surgem de novo. Estranho que só apareciam nos braços, nas pernas e na carinha.
Felizmente com a medicação ela não se queixava, e nunca deu febre. Felizmente!
Felizmente não lhe tirou o sorriso. Felizmente
Por isso, festa e crianças todo o cuidado é pouco!
terça-feira, 27 de março de 2018
A Clarinha Ficou Doente
É comum os bebés ficarem doentes! Ficam muitas vezes e por os mais variados motivos! Eu sei disso, só não estou habituada!
A Clarinha não bolsou, não teve cólicas e mesmo tendo quase todos os dentinhos, sempre foi muito pacífico. Também já ficou constipadinha mas nada se assemelhou ao que vivenciamos!
Depois de um dia como qualquer outro regressamos a casa para recebermos uma visita especial: a princesinha M ia brincar com a Clarinha. Quando a visita chegou estranhei o comportamento da minha pequena, mas pensei ser ciúmes por estar a dar atenção a outro bebé. Chamava por mim a toda a hora e pedia-me colo constantemente. Consegui acalma-la com a Minnie durante o tempo de beber um chá com a mamã V.
Já perto da hora do jantar, enquanto a pequena M. comia a sua papinha ofereci a sopa Clarinha. Não consegui dar-lhe a primeira colher porque fui atropelada por um de vomito, seguido de outro e mais outro! Por segundos questionei-me de onde saía tanto liquido e como ela conseguia ter tudo aqui armazenado no seu pequeno estômago! Depressa voltei à realidade e comecei a agir! Tirei a Clarinha dali, embora carrega-se em mim parte daquela destruição que mais parecia um cenário de pós tsunami! Com a calma possível disse a Clarinha que ia tomar banho enquanto ligava as torneira. De vez em quando o meu pensamento regressava aqueles segundos " o que aconteceu?!" "Porque é que ela está assim?!?!" "Onde errei?"
Não sei se sou a única a achar que quando algo de mal lhe acontece a culpa é sempre minha!
O papá chegou já com recomendações do pediatra e ela já estava pronta para entrar no banho! Choramingava! Talvez pela novidade aterradora que viveu! Depois do banho acalmou um pouco. O papá ficou a brincar com ela enquanto eu fui apagar os vestígios daquela cena!
As coisas ficaram mais calma, aceitou comer um pouco, muito menos do que o habitual, mas também não insistimos!
Chegou a hora de dormir, tudo na mesma rotina. Lavar os dentes, brincar com o papá na cama e esperar a mamã chegar. Mamou e adormeceu mais rápido do que o habitual.
Já mais calma conversei com o J. sobre o que se passou. Não sabia que aquilo era só o início.
Durante a noite veio a febre. Um febre que durou três dias. Que a consumiu e lhe retirou o sorriso.
Sobre o efeito da medicação parecia a mesma bebé de sempre, mas mal a febre começava a aparecer os olhinhos ficavam cabisbaixos e o desanimo voltava. Muitos banhos de água morna, muita água, muita insistência para comer, muitas mudas de roupa! Repetiu tantas vezes a palavra mamã que até me assustava. Passou-me pela cabeça tanta coisa que nem é bom lembrar!
- A mamã está aqui! Dizia ela vezes e vezes.
Oh meu amor, se pudesse acredita que evitava a tua mais pequenita lágrima, que acolchoava as pareces do mundo, mandava colocar nuvens no chão e recolhia todos os males na caixinha da pandora! Só para não te ver sofrer! Será que não existe uma fórmula mágica para evitar o sofrimento nas crianças!
Devia ser regra, criança não devia ficar doente. Não dá para fazer nenhum abaixo assinado?!!!
Eu assino na primeira linha.
A Clarinha não bolsou, não teve cólicas e mesmo tendo quase todos os dentinhos, sempre foi muito pacífico. Também já ficou constipadinha mas nada se assemelhou ao que vivenciamos!
Depois de um dia como qualquer outro regressamos a casa para recebermos uma visita especial: a princesinha M ia brincar com a Clarinha. Quando a visita chegou estranhei o comportamento da minha pequena, mas pensei ser ciúmes por estar a dar atenção a outro bebé. Chamava por mim a toda a hora e pedia-me colo constantemente. Consegui acalma-la com a Minnie durante o tempo de beber um chá com a mamã V.
Já perto da hora do jantar, enquanto a pequena M. comia a sua papinha ofereci a sopa Clarinha. Não consegui dar-lhe a primeira colher porque fui atropelada por um de vomito, seguido de outro e mais outro! Por segundos questionei-me de onde saía tanto liquido e como ela conseguia ter tudo aqui armazenado no seu pequeno estômago! Depressa voltei à realidade e comecei a agir! Tirei a Clarinha dali, embora carrega-se em mim parte daquela destruição que mais parecia um cenário de pós tsunami! Com a calma possível disse a Clarinha que ia tomar banho enquanto ligava as torneira. De vez em quando o meu pensamento regressava aqueles segundos " o que aconteceu?!" "Porque é que ela está assim?!?!" "Onde errei?"
Não sei se sou a única a achar que quando algo de mal lhe acontece a culpa é sempre minha!
O papá chegou já com recomendações do pediatra e ela já estava pronta para entrar no banho! Choramingava! Talvez pela novidade aterradora que viveu! Depois do banho acalmou um pouco. O papá ficou a brincar com ela enquanto eu fui apagar os vestígios daquela cena!
As coisas ficaram mais calma, aceitou comer um pouco, muito menos do que o habitual, mas também não insistimos!
Chegou a hora de dormir, tudo na mesma rotina. Lavar os dentes, brincar com o papá na cama e esperar a mamã chegar. Mamou e adormeceu mais rápido do que o habitual.
Já mais calma conversei com o J. sobre o que se passou. Não sabia que aquilo era só o início.
Durante a noite veio a febre. Um febre que durou três dias. Que a consumiu e lhe retirou o sorriso.
Sobre o efeito da medicação parecia a mesma bebé de sempre, mas mal a febre começava a aparecer os olhinhos ficavam cabisbaixos e o desanimo voltava. Muitos banhos de água morna, muita água, muita insistência para comer, muitas mudas de roupa! Repetiu tantas vezes a palavra mamã que até me assustava. Passou-me pela cabeça tanta coisa que nem é bom lembrar!
- A mamã está aqui! Dizia ela vezes e vezes.
Oh meu amor, se pudesse acredita que evitava a tua mais pequenita lágrima, que acolchoava as pareces do mundo, mandava colocar nuvens no chão e recolhia todos os males na caixinha da pandora! Só para não te ver sofrer! Será que não existe uma fórmula mágica para evitar o sofrimento nas crianças!
Devia ser regra, criança não devia ficar doente. Não dá para fazer nenhum abaixo assinado?!!!
Eu assino na primeira linha.
sexta-feira, 23 de março de 2018
As Birras
Começou a fase das birras! E com teatralidade ela lá vai fazendo as suas!
Não grita, não bate, não chora, às vezes! Faz cara de amuada e deita-se no chão!
Mas não e um deitar do chão aborrecido, nem rápido ou qualquer coisa que mostre descontentamento! Deita-se no chão muito devagarinho e esconde a cara! Fica deitada sem chorar ou sem mostrar o motivo daquela ação! Se lhe pergunto o porquê, limita-se a fazer huuumm ou a sorrir! Se tento pegar nela, chora! Chora pouco, mas alto! Estica-se toda e chora! Se a ignoro, chama por mim!
- Mã!
- Sim filha, o que foi?!
- Huuumm!
É este o diálogo possível até pegar nela!
Tento muitas vezes desviar o assunto sempre com infortúnio porque ela é mais teimosa do que eu! Calma e controlo de voz e respiração é o melhor nestas alturas!
O pediatra disse-me "se for para entrar na briga, vá até ao fim e não ceda, porque se ceder uma vez, ela ganha-lhe sempre!" Por isso, muitas vezes faço das tripas coração para ser persistente ou para não me desmanchar a rir perante algumas situações!
Um dia destes, fomos ao supermercado!
Diz ela:
- Mã eu ajudo!
Digo eu:
- Ok filha, queres levar o carrinho (de mão)?
- Tim! Diz ela, enquanto pega no carrinho de mão e começa a caminhar. Eu lá vou colocando o que preciso dentro do carrinho. Quando começo a perceber que o carrinho já está a ficar pesado para ela digo-lhe:
- Filha, agora a mamã leva o carrinho porque está pesado!
- Naaa! E naquele momento carregava um pacote de tartelletes de milho na mão, pousou-as e deitou-se no chão! Com os braços esticados para cima e a carinha de lado!
Tentei pegar nela, mas transformou-se numa pequena tábua rija!
Depois de tentar explicar-lhe, enquanto a levantava, e ela repetir comigo que o "Carinho tá pesado" ela volta a dizer-me "Cainha, ajuda"! Puxou pelo puxador do carrinho e lá foi ela em direção à caixa!
Terminou assim a conversa!
Eu respirei fundo e segui-a! Um bebé de 20 meses a puxar um carrinho de supermercado cheio! Onde já se viu isto!
Que Feitiozinho!
- Mã!
- Sim filha, o que foi?!
- Huuumm!
É este o diálogo possível até pegar nela!
Tento muitas vezes desviar o assunto sempre com infortúnio porque ela é mais teimosa do que eu! Calma e controlo de voz e respiração é o melhor nestas alturas!
O pediatra disse-me "se for para entrar na briga, vá até ao fim e não ceda, porque se ceder uma vez, ela ganha-lhe sempre!" Por isso, muitas vezes faço das tripas coração para ser persistente ou para não me desmanchar a rir perante algumas situações!
Um dia destes, fomos ao supermercado!
Diz ela:
- Mã eu ajudo!
Digo eu:
- Ok filha, queres levar o carrinho (de mão)?
- Tim! Diz ela, enquanto pega no carrinho de mão e começa a caminhar. Eu lá vou colocando o que preciso dentro do carrinho. Quando começo a perceber que o carrinho já está a ficar pesado para ela digo-lhe:
- Filha, agora a mamã leva o carrinho porque está pesado!
- Naaa! E naquele momento carregava um pacote de tartelletes de milho na mão, pousou-as e deitou-se no chão! Com os braços esticados para cima e a carinha de lado!
Tentei pegar nela, mas transformou-se numa pequena tábua rija!
Depois de tentar explicar-lhe, enquanto a levantava, e ela repetir comigo que o "Carinho tá pesado" ela volta a dizer-me "Cainha, ajuda"! Puxou pelo puxador do carrinho e lá foi ela em direção à caixa!
Terminou assim a conversa!
Eu respirei fundo e segui-a! Um bebé de 20 meses a puxar um carrinho de supermercado cheio! Onde já se viu isto!
Que Feitiozinho!
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