Nhakuda Buda

Nhakuda Buda
............................................................................................................."Porque tenho o coração cheio de amor para partilhar contigo"................................................................................................................................

terça-feira, 29 de maio de 2018

Quero brinquinhos!

Foi ela que pediu! Pediu muitas vezes. AS vezes suficientes para me encher de coragem.

Sem querer falar de mim, quem me conhece sabe que sou bastante feminina. Gosto de laçinhos, vestidos, malas, sapatos, maquilhagem, pandoras e brincos! Gosto muito! Com isto, todos os dias a Clarinha vê a mamã a arranjar-se e de há uns tempos para cá que ela perguntou:
- Mamã o que é isto? Enquanto me puxava um brinco. Mais tarde, começou a dizer que "A Clarinha não tem brincos" e ultimamente começou a pedir "A Clarinha quer brinquinhos".

Na minha cabeça por mais que gostasse que ela pedisse era inconcessível a ideia de provocar qualquer tipo de dor a minha menina.  O meu pensamento e o do pai sempre foi unânime: quando ela for maior e pedir. Não chegamos ao quando ela for maior, mas quando ela pediu. E ela pediu muitas vezes. O suficiente para o assunto deixar de ser assustador e passar a ser motivador. 
Um dia destes de mamã depois de a vestir, fui terminar de me arranjar. Ela sentadinha a observar-me diz:
- Mamã a Clarinha está triste, não tem brinquinhos! Mais uma vez utilizei o mesmo discurso. Um dia vais ter filha, blá blá blá.

Passei o dia com aquele momento na cabeça. Pensei, é hoje, tem que ser hoje! O medo virou coragem. No final do dia, quando a fui buscar, não dei conversa a ninguém. Fui direta para a ourivesaria. Conversei com a ourives que me explicou que utilizam um anestesia e que não há dor. 
Enquanto esperávamos o efeito da anestesia, a Clarinha estava encantada a escolher os seus brinquinhos:
- Éte não, Éte não... éte sim! 

Vamos ao momento. Um fio de água escorreu nas minhas costas, expliquei-lhe o que ia acontecer. Ao início ela não percebeu o que é que aquele aparelho estava a fazer perto da orelha, mas depressa deixou a ourives fazer o seu trabalho. As minhas mãos suavam. Tinha-a com a carinha colada a minha. Ela descontraída virou-a para furar o outro lado. No final quando eu pensei que vinha o choro, ela disse!

- A Clarinha está linda!

Saiu de lá com um orgulho enorme e eu ainda a tremer, acho que mais ainda depois de ter retido os nervos, o medo ou sei lá mais o quê! Foi ela que me transmitiu a calma que precisei.

Estou linda mamã!


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Idade dos Porquê?!

Mesmo antes do que eu estava à espera começou esta fase.

Eu sei que desde o primeiro dia de vida que os bebés vão ganhando conhecimento com o mundo envolvente. Todos os dias as novidades são mais que muitas mas existe a dificuldade de expressão. Dificuldade essa que vai desaparecendo conforme o bebé vai aprendendo a falar. Aos poucos a curiosidade faz com que os bebés queiram compreender melhor o mundo que os rodeia. As dúvidas são imensas e variadas.

- Mamã porque estás a fazer isto ou aquilo?
- Mamã o que é letra?
- Mamã porque vamos para casa?
- Mamã o que é hoje?
- Mamã porque o Ruca está a dormir?
- Mamã, porquê isto, porquê aquilo... 
É um sem fim de porquês e sucessivas vezes a mesma questão. o que muitas vezes nos pode levar ao limite. 

Na psicologia esta fase é chamada o pré operatório, quer dizer que as crianças criam imagens mentais sem visualizar os objetos. 
Como ficam muito confusos  sobre imensas coisas é junto dos mais próximo e de quem têm mais confiança que resolvem colocar as suas dúvidas. É por isto que devemos manter sempre a calma, mesmo que repitam a mesma coisa duzentas vezes. Entre a nossa explicação e a sua compreensão demora até eles conseguirem perceber. A cada questão devemos ser sempre o mais esclarecedores possível para que ele não sintam medo de voltar a questionar e consigam compreender melhor o que lhes respondemos.

Porque ignorar uma criança pode causar nela a sensação de desmotivação, desinteresse e algumas vezes irritação.

O que faço normalmente perante as sucessivas explicar o porquê das coisas com demonstração física, exemplos ou crio histórias com as personagens preferida dela. Faço de uma forma simples e sem grandes explicações porque penso que a pode confundir ainda mais.

A melhor forma de a compreender é colocar-me no lugar dela. O que ela ganha com a minha ajuda?!
Como espera que eu me comporte?!
Que exemplo ou modelo estou a passar?!

Deixo-vos um filme.




Fez- me pensar! 
Muito.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Caprichos de bebé

Quero acreditar que não é apenas a minha princesa que resolve fazer destas coisas! De uns tempos para cá resolver impor algumas das suas vontades.

- Subir/descer qualquer tipo de escadas... sozinha! Sempre que vê umas escadas fica louca. Assume que tem capacidade para as subir e descer sem ajuda. É certo que existem algumas que não apresentam perigo mas em contrapartida há escadas que parecem o caminho para o precipício. Por norma deixamos ela tentar, mas ficamos por perto. Ela apressa-se "xem ajuda"! 


- Andar sem casaco: Há dias que os tempo convida para andar sem casaco? Sim, há! Mas não é em dias de chuva e com temperaturas de 15 graus. Pois é isto que está a acontecer. Todos os dias chora porque não quer vestir o casaco. "A menina não quê caxaco".


- Calçar sempre os mesmos sapatos: Se pudesse andava sempre com a botas azuis. Gosta muito das "pampufas", dos ténis das luzinhas mas as botas azuis são a cereja no topo do bolo. Ficam bem com qualquer vestido, leggins ou pijama. "Eu sei mamã, fica bem!"


- Comer sopa com garfo: Ela como muito bem sozinha de colher. Seja sopa ou prato principal. Um dia deste oferecemos-lhe o garfo. Então quer garfo para tudo. Até para a sopa. Teimosa demora a perceber que é difícil essa façanha, mas não dá o braço a torcer. "eu quê gafo".


- Ser do contra: A parte mais engraçada dela. Fazemos muitas vezes das tripas coração para não nos desmancharmos a rir. Expressões como:

- Não quê ir pa casa, quê passeá! 
- Não dou beijinho ao papá! (e ri-se)!
- Não sou marota! (Depois de fazer qualquer coisas que não devia)!
- Não tenho xono! (E adormece a seguir)
- Se a comida é arroz quer massa e se é massa quer massa! (louca por "maxinha").

Isto de ser do contra espero que não seja descendência!!!!

Assim nas suas tentativas, vitórias e fracassos estamos ao teu lado minha mimalhinha!



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quinta-feira, 10 de maio de 2018

O Amor Tem Explicação

As vezes dou por mim a pensar no Amor

Quando engravidei um turbilhão de sentimentos começaram a invadir a minha cabeça. Muitos deles confusos, outros retóricos, outro motivadores e a maior parte apaixonantes. Fiquei com a sensação que a grávida transpira felicidade e amor. Não é à toa que nos apaixonamos por um par de meias ou choramos a olhar para um cobertor! 

E sem saber existe uma explicação cientifica para isto. Pois é, o corpo da gravida vai produzindo hormônios com nome oxitocina. Esta oxitocina é conhecida como a hormona do amor. Então ao longo da gravidez vamos produzindo cada vez mais (sim cada vez mais e mais) oxitocina como forma de prevenção do stress. Depois ajuda no parto e depois na produção do leite!

Portanto, o amor corre nas veias de uma grávida e depois durante a amamentação. Será caso para dizer que à quantidade de leite que produzo devo ser feita de oxitocina!!!! 

Bem, mas se durante a gravidez já amamos os nossos filhos, com a convivência criamos elos que ficam para a vida. O mesmo acontece com os bebés, são nos primeiros dois anos de vida que eles criam laços de afeto com pessoas que o marcaram para sempre. Um contacto ou um grito pode ser suficiente para eles criarem uma imagem positiva ou negativa sobre alguém. 

Se com a mãe é fácil criar este laço, com o pai ou com os criadores não é menos difícil. Sim, a criança tem capacidade de se apaixonar por que lhe dá resposta as suas necessidades físicas e emocionais.

Também percebi que as birras são sinónimo de amor. Pois é, uma criança só faz birra porque tem a certeza que os seus vão conseguir lhe dar resposta ao que pretendem. Cabe a nós criadores, ensinar as regras e a forma correta que mostrar as suas vontades.

Portanto quanto mais tempo eu passo com ela mais eu me apaixono.

"Já te amo tanto e ainda tenho tanto para te amar!"





sexta-feira, 27 de abril de 2018

O Poder da Música

Pois é... aos poucos a minha pequena bailarina começou a apreciar a música.

A música é uma expressão do nosso estado psicológico. Desde dos primórdios que a vida faz parte da nossa existência. Quer pelas crenças religiosas, atividades culturais ou pelos hábitos sociais.


Se por um lado a música estimula o desenvolvimento cognitivo por outro tem capacidades relaxantes facilitadores da concentração e da aprendizagem.


Assim, desde a gravidez que proporciono a Clarinha momentos musicais com as intenção que ela tivesse gosto por esta arte.

Existem algumas músicas que sendo as preferidas da mãe passaram a ser apreciadas por ela. Recordo-me de quando estava grávida me sentar no sofá a ouvir música, recordo-me cantarolar enquanto arrumava a roupinha dela. Recordo-me de a embalar com o som da minha voz. Reparo como ela pará para apreciar os momentos musicais do Baby Tv.

Esta noite ela fez um choro enorme porque lhe recusei a maminha (depois de ter dado momentos antes). Aquele choro que corta o silêncio da noite parece não ter fim. Depois de tentar conversar com ela em vão, sentei-a no meu colinho e comecei a cantar. Aquele choro acalmou e virou soluço e depois virou murmúrio e depressa virou respiração profunda. Não sei se foi do colinho ou do poder da música, ou das duas coisas! Mas sei que funciona... sempre!


Mas a música teve outras descobertas na Clarinha. Gosta de ligar a música de um baloiço de bebé e começar o seu espectáculo.

Até agora tinha por hábito imitar-nos, mas de um tempo para cá, descobriu as habilidades corporais. Gosta de levantar os braçinhos e dar voltinhas, ou a bater palmas e refletir as perninhas! 

Como é maravilhoso vê-la dançar.

- mamã vamos ançar!

Derreto-me!


terça-feira, 17 de abril de 2018

Visitas em Casa


Recebemos visitas em casa. Aliás recebemos uma visita em casa. Uma visita muito especial. O primo S. veio passar uns dias conosco. Se para os titis é uma visita especial para a Clarinha é um delírio. 

Brincar com o primo o dia todo, fazer as refeições, banho e dormir sempre juntos é a alegria total. 
Ele dedica-lhe toda a atenção possível, faz-lhe miminhos, preocupa-se com ela tropeça ou ajuda-a a subir as escadas, ela, por sua vez, fica imenso tempo a admirá-lo e a ouvir as coisas que ele diz. 

De um momento para o outro a casa ficou repleta de brinquedos, até no chuveiro apareceu a aranha bailarina! A caixa de brinquedo ficou quase vazia e os brinquedos ganharam espaço em qualquer divisão. O homem aranha fica ao lado da Minnie enquanto o Ruca passeia no carrinho de bebé. O panda bebé café e as princesas andam no corro de bombeiros. A tenda está interdita a pessoas grandes. O príncipe S. defende a Princesa dos dragões R. e J. e aos poucos as almofadas viram ameias de um castelo! É qualquer coisa assim do género durante um tempo depois trocam as voltas todas e fica tão confuso que eu não consigo acompanhar.


A hora de comer é uma espécie de competição. "É um jogo" como diz o pequeno S. A Clarinha come a sopa primeiro o que dá tempo para o primo brincar mais uns minutos. Depois é a vez dele! Ela aproveita para dar de comer a algum livro (sim eu disse livro) e enquanto o primo me conta a história a cada colherada. 

Como o primo S. não faz cesta a Clarinha tenta esticar o sono até não puder mais. Adormece a falar nele e acorda a perguntar onde ele está. Enquanto ela dorme ele fica escudeiro em proteção do quarto. De vez em quando vai até à porta para tentar ouvi-lá. "Acho que estou a ouvir a Clarinha"! "olha, não é melhor ir ver se ela está mesmo a dormir?!", "A Clarinha já acordou?! Falta muito para ela acordar?!"

Os dias assim são bem mais divertidos!
Perguntei-lhe como ia ser quando ele voltasse para casa, ao que ele respondeu:
- Eu levo a Clarinha comigo!

Obrigada por seres tão querido pequeno S. 







segunda-feira, 9 de abril de 2018

A Páscoa com Crianças

Páscoa é sinónimo de união, fraternidade e convívio.
Pelo menos aqui no Minho é assim. A  Páscoa aqui tem sempre um cheirinho a primavera e transpira cor. Normalmente na semana da Páscoa as pessoas têm tendência a começar a arrumar as coisas pesadas do inverno. Há uma necessidade de fazer grande limpezas depois dos dias cinzento. É por esta altura, também que os dias ficam maiores e começamos a vestir cores mais alegres. Nesta época do ano as pessoas começam a sair mais e a Páscoa é a partida para esta fase. 

O domingo de Páscoa é uma loucura. No compasso pascal as pessoas andam de casa em casa atrás da cruz. São imensas pessoas conhecidas e desconhecidas que entram pela casa adentro com a intenção de fraternizar com os presentes. 
Pois bem, é no meio desta azáfama que as crianças aproveitam para expandirem um pouco mais nas suas brincadeiras, para experimentarem coisas novas como os doces ou mesmo para arriscarem em novas experiências. 

Por isso o cuidado nunca é demais e mesmo com todos os cuidados as coisas acontecem. E foi o que nos aconteceu!

Quase ao final do dia descobri que a mão da Clarinha estava um pouco vermelha. Na altura pensei que era por ter as mãos frias. Comecei a ficar atenta e depressa percebi que aqueles vermelhões começaram a aparecer na carinha. Depressa passou para as pernas. Depressa comecei a ficar muito preocupada. Os vermelhões alastravam muito rápido, tão rápido que quando chegamos a casa para a medicar, depois de contactarmos o pediatra, ela já se queixava: "mamã dói a pena". 
Primeira medicação não funcionou, os nervos aumentavam e o medo também. Tentamos uma segunda medicação. Ufa, a mesma rapidez que apareceu na mesma rapidez que desapareceu... pelo menos naquele dia! 

Porque os dias seguintes os vermelhões teimaram em aparecer e desaparecer.

Diagnóstico: Alergia. Não sei se alimentar ou de contacto. Alergia teima em desaparecer. Quando pensamos que já terminou, as manchinhas surgem de novo. Estranho que só apareciam nos braços, nas pernas e na carinha. 

Felizmente com a medicação ela não se queixava, e nunca deu febre. Felizmente! 
Felizmente não lhe tirou o sorriso. Felizmente

Por isso, festa e crianças todo o cuidado é pouco!