Nhakuda Buda

Nhakuda Buda
............................................................................................................."Porque tenho o coração cheio de amor para partilhar contigo"................................................................................................................................

sábado, 16 de março de 2019

PAIxão

Papá?!
Papá, onde estás!?

Papá!?
Onde foi o papá?!

Vamos ao papá?!
O papá já chegou?

Papaaá!!!
Eu quero o papá!


O papá causa saudades constantes, daquelas que fazem chorar só porque não está... das que dão vontade de chamar por ele constantemente! "Apaaaaaaá" (sim, é mesmo Apaaaaaaá! )


O papá agora faz parte das brincadeiras com as bonecas "porta-te bem senão o papá fica triste"! Agora o papá é que assume papéis que mais ninguém consegue fazer melhor! "Eu quero conduzir como o papá". 
O papá é preocupação constante "o papá já saiu?! O papá já chegou, onde está o papá?"!
As brincadeiras mais fixes são as do papá porque ele gosta de fazer cavalinhos e conta as histórias mais engraçadas!

É com o papá que ela se aventura a passear no meio dos cães e a fazer grandes corridas! "partida, largada, fugida"!

O papá tem as cavalitas mais altas e sabe jogar à bola! 

Porque o papá é o rei de uma bailarina!

E pronto, o pai virou PAIxão!
E eu aPAIxonada!
Feliz Dia do Pai♡

sexta-feira, 1 de março de 2019

"Tivemos" um Acidente

Felizmente não foi ela. Fui eu! 

Fez ontem 6 meses! Tropecei numa tampa de saneamento e as causas são muito maiores do que eu poderia imaginar. Aliás a fase da negação durou alguns largos minutos. Primeiro porque comecei logo a imaginar o se seria da minhas rotinas e principalmente como seriam as minhas rotinas com ela. Depois dada a época festiva do concelho ainda mais me custou pensar que não poderia festejar as nossas festas como eu realmente gosto. Teria de abdicar dos longos passeios na alameda, de andar na confusão da avenida, de não participar no desfile etnográfico como anualmente gosto de fazer!

Teria que mudar imensa coisa!
Até porque fiquei "quase" imobilizada!

Como explicar à um bebé que não a consigo levar ao parque, que não posso pegar nela ao colo ou que terei imensas dificuldades em amamenta-la!?!
Que força terei eu para lhe negar tanta coisa!

Como conseguirei organizar o batizado que está à porta!?
Aliás, será que devemos continuar com esta ideia ou adiámos?!

A vida continua para todos mas de facto tivemos uns tempos de ajudas constantes de grandes logísticas e acima de tudo de muita paciência! Quando um de nós se lesiona, causa damos que afetam todos os que estão por perto! Por isso não fui eu só que me magoei! foi o J que teve muitas vezes que ser pai e mãe, foram os avós que viraram taxistas e tantas outras pessoas que foram as minhas pernas!

Aos poucos vamos nos habituando com as limitações, de vez em quando vem uma revolta, mas respiramos fundo e continuamos!

A alegria dela ajuda e muito e os beijinho também!






terça-feira, 21 de agosto de 2018

Imitação e Contradição

A minha princesa é uma menina muito tranquila! Sempre teve uma compreensão muito perspicaz e uma capacidade de aprendizagem rápida. Até aqui tudo bem. Há uns tempos ela começou a mostrar algo preocupante. De repente chegava ao pé de mim e mordia-me! Não percebia-a porque me fazia aquilo, mas deixou-me atenta durante algum tempo. Tive que perceber o porquê daquelas atitudes e quais as razões que a levavam a ela, inesperadamente e inexplicavelmente, me mordesse. Depressa percebi que ela apenas imitava as brincadeiras lhe lhe fazíamos. Os momentos das cocegas passavam por mordidas sem magoar. Ela apenas nos imitava, só não tinha a noção da intensidade com que brincava conosco. Quando começamos a mudar o nosso comportamento ela começou a mudar o dela!

Durante uns tempo tudo correu bem até ela começar a mostrar um novo comportamento. Sempre que era contradita mostrava o seu descontentamento com agressividade. Principalmente comigo. Mais um vez ficamos atentos. Como podia corrigir isto à minha filha sem ser agressiva?! Afinal eu sou o exemplo dela e não lhe posso mostrar agressividade para corrigir algo que não gosto. 

Depois de algumas leituras e de conversas com outras pessoas percebi que a agressividade na criança é comum. É um instinto. Ela ainda não sabe lidar com a contradição. Depois passei a corrigir de uma forma mais assertiva. Sempre que ela bate, uso sempre a mesma forma de lhe explicar que aquilo não se faz. Que não se pode bater. Tento fazê-lo da forma mais firme possível. Explico-lhe que esse comportamento deixa-me triste e consequentemente a deixa triste também. Também explico-lhe sempre o motivo da minha negação e mostro-lhe que ela tem sempre outras opções. Por exemplo:
Se não pode ver mais o Ruca, pode brincar com ele.
Se não pode ficar mais no banho, pode ajudar a mamã a colocar o creme no corpo.
Se não pode ficar mais no parque pode ajudar a mamã noutra tarefa!

Aos poucos ela começou a controlar a sua frustração. 

Um dia deste, ela queria andar no carrinho eléctrico. Eu neguei-lhe porque já lhe tinha dado um bolinha surpresa. Ela levantou-me a mão! Mostrei-lhe o meu descontentamento e disse lhe estava triste com ela por ela ter aquela atitude. Diz-me ela:
- Mamã, pede-me desculpa!
- Não filha, tu deves pedir desculpa à mamã! Tu deixaste a mamã triste!
Diz ela:
- Mamã, se eu te pedir desculpa já não ficas chateada!?

Aquela pergunta desarmou-me!
Ai, ai, marota!









terça-feira, 14 de agosto de 2018

Explicar a Morte a uma Criança

Faleceu uma mãe!
Não tinha muita afinidade com ela, mas conheci a sua história. Fui acompanhando a sua luta e de uma certa forma a morte dela pairou sobre a minha cabeça. Mil perguntas sem respostas, duvidas que não desapareciam. Que não desaparecem cada vez que penso sobre isto! Por isso resolvi escrever este post, porque infelizmente muitos de nós já passamos por isto, porque ninguém está livre e porque só de pensar nisto sinto um medo terrível. 

De uma certa forma a luta desta mãe terminou. Muitos dizem "Agora poderá descansar em paz", mas e se ela não quisesse paz! Se ela quisesse estar aqui com todas as turbulências, todos os altos e baixos, mas cá entre os seus, ao pé da sua filha. Mas infelizmente a sua história na terra terminou. Deixa a dor e a saudade entre os seus. 

Conheço algumas pessoas que perderam um ente querido em pequeninas e poucas lembranças têm dele. Infelizmente o nosso cérebro não consegue guardar todas as lembranças que vivemos e muitas vezes em situações de choque o cérebro bloqueia e provoca uma espécie de amnésia. Com isto o meu pensamento recaí sobre isto. A vida vais continuar para os que ficam, as coisas podem comporte-se, mas a lembrança pode desaparecer. Agora eu penso, e se um dia eu desaparecer e a minha filha não se lembrar de mim! Pode ser egoísmo da minha parte, mas limitar uma existência a condição de progenitora é assustador. Por outro lado posso entender que é a melhor forma que o nosso cérebro tem de não causar dor permanente! Para que o sofrimento seja minimizado ou sei lá o que pensar desta injustiça!

Como dizer a um filho que a mãe partiu, que terá uma estrela guia ou um anjinho da guarda?! 
Como lhe explicar que a terá de celebrar os aniversários, as épocas festivas, as tristezas ou as vitórias sem a sua mãe?!

Poderá escrever postais, cartas mas qual a morada? 
Poderá fazer algo que a mãe goste mas sempre sem ela!
Poderá viver, mas não é a mesma coisa!

Com isto só penso que deveria ser decretado lei universal: nenhuma mãe deveria morrer nos primeiros 150 anos dos seus filhos!

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Festas com Crianças

Estamos em plena época de festas.

Festas de todo o tipo: festas tradicionais, de família, batizados e/ou casamentos. São dias intensos de convívio, comida, conversas. São dias completamente fora das rotinas mas que nos fazem bem. Simbolizam encontro com amigos, com familiares. Simbolizam a comemoração de algo especial.

No ano em que a Clarinha nasceu dizemos que não odiamos estar presentes em diversos dias festivos. Simplesmente porque a Clarinha era pequenina de mais para sair da rotina. Por isso, se ela não ia, nós não íamos. Agora é o oposto. Se nós vamos, ela vai. Se nós festejamos, ela festeja conosco.

Somos da opinião que não devemos abdicar a nossa filha da mesma festa do que nós. Que também ela merece ter um dia fora da rotina, completamente diferente do que está habituada, mas que certamente se irá divertir como nós.

Muitas vezes ouvimos comentários como "isto é muito cansativo para as crianças" ou "o meu filho ficou em casa".

Com respeito a todas as opiniões a nossa é em nada se assemelha a isto. Para nós o dia é cansativo como para ela. Cansativo porque é diferente, porque nos deitamos mais tarde ou porque dançamos imenso, porque nos divertimos. Isto é o cansativo. É um forma de cansaço que partilhamos com a nossa menina, que lhe mostramos que os dias não precisam de ser todos iguais e que os papás também se divertem!

Se a nossa menina ficasse em casa não conseguiria perceber como é estar fora da rotina, como os pais se divertem, como as tradições são importantes, como os momentos com a família são de extremo valor e como é bom ter uma vida social. 

Por isso, preferimos "cansar a Clarinha" com um dia agitado, divertido com a certeza que ela pode dormir melhor nos dias seguintes que essas menos horas de sono são resultado de um dia diferente na companhia dos seus papás.

E ao que temos visto ela adora uma boa festa!

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Desfraldar

Um dia destes dissemos "é agora"!

Ia passar uns dias em casa na semana que a Clarinha fazia 2 anos. Aproveitei estes dias para organizar a festa de aniversário e para desfraldar a minha bonequinha.

O tempo esteve favorável e dediquei-me à causa.

Já há uns tempos que a Clarinha tinha demonstrado interesse por deixar a fralda e já tinha pedido para fazer xixi na sanita imensas vezes. 

Um dia decidimos que íamos tentar. Aliás foi uma noite. Quando estava a trocar a fralda ela perguntei-lhe se ela queria vestir cuequinhas. Ela respondeu que sim e eu arrisquei.
A partir dali nunca mais pediu fralda! 

As noites já eram tranquilas porque ela já não fazia xixi há muito tempo durante a noite, os dias é que eram mais arriscados! 
Mal acorda temos que a colocar logo a fazer xixi, o mesmo acontecia no final do almoço e do jantar. Depois durante a dia a pergunta era constante:
- Queres ir à sanita filha?!

Aconteceram alguns percalços, Não muitos, mas já aconteceram! Dizemos-lhe que estamos triste por ela se esquecer de avisar! Por sua vez, ela pedia desculpa e diz que "xixi é na sanita"!

Depois oferecia-nos aquele sorriso! 
Impossível ficar indiferente!

Depressa percebeu o significado de "fazer xixi na sanita" Aliás dávamos imensos elogios sempre que ela pedia. 

Está crescida a minha bebé!


segunda-feira, 16 de julho de 2018

Quero, não Quero!

É nesta troca de decisões que a Clarinha está constantemente!

Quero sopa! Não quero sopa!
Tenho sono, a Clarinha não tem sono!
Vamos para casa, Não quero ir para casa!

É num abrir e fechar de olhos que a decisão muda! Não percebo muito bem porque faz isto! Por imposição, teimosia ou por vaidade, brincadeira ou contradição!

Um dia destes de manhã, pediu-me o relógio!
- Mamã, quê relógio!
- Está bem filha!
- Eu não quê o relógio!
- Ok, filha! Eu tiro!
- Não tira o relógio!
- Pronto, a mamã não tira!

E isto repete-se com imensas coisas! O nosso diálogo balança entre o quero e não quero!

Quero acreditar que esta fase vai passar porque as vezes parecemos duas loucas a conversar sobre o sim e o não!